Fio B em 2026: quanto quem tem energia solar paga e como reduzir
Desde a Lei 14.300, quem instala energia solar paga uma parte da tarifa de uso da rede de distribuição, o chamado fio B, sobre a energia que injeta na rede. Em 2026 essa parcela chegou a 60%, e o cronograma continua subindo.
O cronograma do fio B
| Ano | Parcela do fio B cobrada |
|---|---|
| 2023 | 15% |
| 2024 | 30% |
| 2025 | 45% |
| 2026 | 60% |
| 2027 | 75% |
| 2028 | 90% |
Quem paga
A cobrança vale para sistemas homologados a partir de 7 de janeiro de 2023. Quem homologou até 6 de janeiro de 2023 está isento até 2045.
Sobre o que incide
O fio B incide só sobre a energia que você injeta na rede, não sobre a energia que você consome na hora em que ela é gerada. Por isso, quanto mais da geração você usa durante o dia, menor é o efeito. O valor por kWh depende da tarifa de cada distribuidora: um exemplo publicado para a área da CPFL Paulista mostra cerca de R$ 123,90 a menos em créditos para cada 1.000 kWh injetados.
Energia solar ainda vale a pena?
Sim. Mesmo com o fio B, a economia continua alta, porque a parte consumida na hora não paga nada e as tarifas sobem todo ano. O fio B reduz um pouco o retorno, não elimina a vantagem.
Três formas de reduzir o impacto
- Use mais energia durante o dia: máquina de lavar, bomba de piscina, ar-condicionado e carregamento do carro elétrico no horário de sol.
- Guarde a energia em bateria: com um kit híbrido, a energia do dia fica para a noite em vez de ir para a rede.
- Grid zero: em empresas com consumo diurno alto, o grid zero gera sem injetar na rede.
Pode mudar?
Tramita no Congresso o PL 1.438/2026, que propõe acabar com a cobrança sobre a energia excedente. Até a data deste post, não há aprovação, e o cronograma acima continua valendo.
Escolha o kit pelo seu consumo: 400 kWh, 600 kWh, 1.000 kWh, 1.500 kWh ou veja todas as faixas.
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Fontes: Canal Solar, Canal Solar (PL do fio B) e Oficina da Net.





